2 de outubro de 2013

Adeus, meus amores...

Em julho Babalu se foi, aos 18 anos. Foi nossa primeira gata depois de muitos anos com a casa habitada apenas por humanos. Um ano depois veio Luana, dois anos depois, chegava Muvuca. Este fim de semana foi a vez de nos despedirmos da caçula, meu filhote de 15 anos. Foi a última gata e por dois meses carregou o fardo de ser o centro das paparicações, alvo de nossas carências e saudades das outras duas bichanas. Não imaginávamos que ela iria embora tão rápido, como as outras, mas tão cedo. Em comum foram 15 anos de muita alegria, momentos divertidos, móveis arranhados, brinquedinhos perdidos debaixo do sofá, e camas disputadas. Nem sei ao certo o que mais posso dizer, quero apenas deixar registrado que mais uma fase se encerra: a minha vida adulta começou com a chegada da Babalu (eu tinha 21 anos), Muvuca chegou quando eu consegui meu primeiro emprego e estava me preparando para tirar férias, as primeiras férias remuneradas com toda a pompa de viajar de avião e exibir minhas tranças afro, que ela adorava mastigar quando eu estava assistindo TV. Eu vi Luana chegar, fui a primeira pessoa a ter contato com ela, quando apareceu em nosso quintal, do nada. Babalu foi trazida pela namorada do meu irmão, na época, numa caixa, com um laço vermelho no pescoço, uma prévia da elegância que seria seu modo de ser. Muvuca foi colocada em nossa garagem por uma vizinha, pequenininha, toda enlameada. Quando a peguei, ela miou alto reclamando, eu me apavorei imaginando que fosse alguma costela quebrada. Mas era seu modo de dizer bem alto "não toque na minha barriga, eu detesto!" que foi uma de suas características mais marcantes (pegá-la no colo era certeza de resmungos e fuuuuuuu).
Em 2001 eu fazia batik e tinha sempre alguma gata por perto no quintal, em 2007, quando voltei à São Paulo, montando bijuterias na oficina do quintal, Babalu aparecia e se deitava no tapete perto dos meus pés. Este ano fiz crochê, ela sempre por perto. Em todos os momentos de trabalhos manuais, uma delas sempre esteve por perto, e tem sido difícil ver o ambiente vazio.
Nenê gatão e Kitty kitty, assim como Luana, vocês foram bênçãos em nossas vidas, nos deram o privilégio da convivência com animais tão especiais e que deixaram marcas e memórias em todos os cantos dessa casa. Nunca me esquecerei de vocês e espero que nos visite em sonhos...





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