10 de janeiro de 2013

Matando o Canto da Bagunça.

Depois da calmaria que foi semana passada, guardando pratos, talheres e utensílios "festeiros", eu lembrei do super ataque de organização que tive ano passado, em agosto. Em uma segunda feira, olhei para aquele bar (sim, o velho balcão com suas duas banquetas, totalmente yuppie), todo entulhado de coisas que não tinham nada que lembrasse a real funcionalidade de um bar, tive um surto de limpeza e decidi que no dia seguinte daria um jeito naquilo. É isso que acontece quando você tem muitos cantos, móveis com prateleirinhas, gavetinhas e coisinhas: vai virando um depósito de coisas e que, invariavelmente, ficarão todas empoeiradas e esquecidas, por que ali virou um "canto de bagunça". Por isso escrevi com letras maiúsculas no título, porque o tal canto acaba virando uma entidade na sua casa. Pode ser uma Gaveta da Bagunça, um Armário da Bagunça (um perigo, pois pode se virar contra você e desabar seu conteúdo a cada abertura). Por um lado até que é um ponto positivo ter um local onde você possa refugiar seus pertences em algum momento de urgência (uma visita inesperada que acaba de interfonar "Oi! Tô subindo!"), mas por anos de experiência com bagunças (de diversos graus, tamanhos e formatos) chego a conclusão que é melhor não se acostumar com cantos bagunçados. Pode sim, é legal, ter um canto VAZIO (um armários com alguma repartição vazia, em caso de emergência bagunceira).
Nessa segunda feira eu peguei o pior lugar de bagunça do cosmo, que é meu quarto. Se eu consegui arrumar ele TODO? Não. Mas estou descobrindo maneiras de contornar esse meu problema. A tradicional primeira gaveta da cômoda, que geralmente era usada para "badulaques", papéis, cadernos, cupons, fones de ouvido, remédios, enfim, todas aquelas coisinhas que vão aparecendo na minha frente e vou jogando na tal gaveta. Peguei tudo, me livrei de metade do conteúdo e agora estou usando a gaveta inteira só para meus acessórios. Achei essa divisória de plástico e usei para organizar lenços, echarpes e pulseiras. Como a gaveta é grande, na outra metade forrei com uma fronha avulsa, e coloquei os colares que uso mais (a moda dos maxicolares do verão serão substituídos no inverno por outros mais longos). Assim eu abro a gaveta e acho tudo que preciso, à vista. Mas e a bagunça que por ventura aparecer (e VAI aparecer)? Bom, agora é uma questão de hábito, uma das minhas metas deste ano, de não juntar bagunça por mais de 6 meses.
Se dará certo, vamos ver, mas como qualquer "vício" vou viver um dia de cada vez...



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