20 de dezembro de 2013

Feliz Natal!


Ontem enviei as últimas Pocket Macumbas que começaram a ser vendidas há exatamente um ano atrás. As 4 últimas peças produzidas com o material original principal, fechando um ciclo de renascimento criativo e retomada da minha fé em meu trabalho. Fico retomando esse assunto mas isso significa muito pra mim, foi uma realização pessoal imensa. Começarei 2014 com uma nova geração de macumbinhas, sem fugir da idéia original, claro, mas como minhas "pequenas crias" cada uma sempre foi única.
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Quando voltava para casa depois da última entrega de Natal, com um nó no peito que não se desfaz desde que minha última gata morreu, aquela sensação foi aumentando a cada passo. Tem sido um exercício diário de autocontrole, de resignação, aceitar os fatos como acontecem, e tem sido difícil. Quando entrei no ônibus, motorista e cobrador responderam meu cumprimento, ouvir um "boa tarde" talvez tenha causado um efeito maior do que eu imaginava. Sentei, naquele ônibus vazio veio um pensamento tão claro, uma frase tão forte: eu sinto falta das pessoas que éramos. Era como nós eramos em casa, nesses 18 anos tendo gatos, dos tons de voz que agora já não usamos, dos apelidos que inventávamos para as gatas, das brincadeiras que cada um tinha, para cada uma delas. 
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Desejo um ano novo maravilhoso a todos, que lembrem-se sempre das várias pessoas que cada um é em uma vida inteira, das várias pessoas que carregamos dentro de nós, presentes ou que já partiram, de todas as criaturas maravilhosas que tivemos o privilégio de chamar de nossas. Que suas essências sejam eternas em nossos corações.


9 de dezembro de 2013

27 de novembro de 2013

Mais um Natal artesanal!

E novembro passou tão rápido que nem percebi, já estamos a menos de um mês para o Natal! Há um ano minha fase criativa voltou a florescer, depois de muito tempo enferrujada, e o resultado foi um produto do qual me orgulho imensamente: a Pocket Macumba. Como é possível fazer as pessoas quererem comprar algo que não tocaram, que sabem que vai demorar uns dias para receber, que não tem nenhuma utilidade prática a não ser a própria beleza de uma caixinha tão miúda? Foi um tiro no escuro, fiz sem pretensão, apenas para testar. E deu tão certo que pelo segundo Natal ela continua firme e forte. Para quem ainda precisa de mais argumentos sobre a Pocket Macumba, saiba que ela é  aquilo que se sonha quando é criança, de ter algo pequenino, um caixinha de mistérios, micro objetos, algo que você esconde e de vez em quando abe pra dar uma olhada. Mais do que um amuleto, ela é um objeto de sonho, aquele que no auge dos acontecimentos, prestes a desvendar aquele tesouro, você acorda. O tesouro secreto agora é real.
oOoOoOoOo
Aproveitem essa data e pratiquem a corrente do bem, ajudem o dinheiro a circular em mãos de quem precisam (os pequenos comerciantes do seu bairro, as feiras de artesanato, os artesãos que tem suas lojinhas virtuais!). Dêem um presente exclusivo, feito à mão, para quem você gosta. Fujam da massificação.
Boas compras, enfeitem suas casas, sucesso e alegria a todos!
oOoOoOoOo
(e tem mais coisinhas fofinhas na loja, além dos panos de cozinha para los machos)


19 de novembro de 2013

Mais gatinhos

Essa foi uma produção felina bem caprichada, vários pedidos de gatinhos: o chaveiro Gato da Alice e mais uma Nuala (o bumbum mais fofo do catálogo)


Sábado passado tivemos o Elo7 Day, encontro de vendedores e palestras super bacanas. Foi meu primeiro encontro e adorei, daqui pra frente não perco mais nenhum! Foi ótimo trocar idéias e experiências com outras vendedoras, rolando aquele intercâmbio de cartões básico. Este ano foi a certeza do que eu quero fazer, muitos planos e idéias para o negócio crescer e encher o cofrinho... enquanto isso, sigo preparando os mimos natalinos, cartõezinhos, tags, brindes e, principalmente, produtos para pronta entrega.



2 de outubro de 2013

Adeus, meus amores...

Em julho Babalu se foi, aos 18 anos. Foi nossa primeira gata depois de muitos anos com a casa habitada apenas por humanos. Um ano depois veio Luana, dois anos depois, chegava Muvuca. Este fim de semana foi a vez de nos despedirmos da caçula, meu filhote de 15 anos. Foi a última gata e por dois meses carregou o fardo de ser o centro das paparicações, alvo de nossas carências e saudades das outras duas bichanas. Não imaginávamos que ela iria embora tão rápido, como as outras, mas tão cedo. Em comum foram 15 anos de muita alegria, momentos divertidos, móveis arranhados, brinquedinhos perdidos debaixo do sofá, e camas disputadas. Nem sei ao certo o que mais posso dizer, quero apenas deixar registrado que mais uma fase se encerra: a minha vida adulta começou com a chegada da Babalu (eu tinha 21 anos), Muvuca chegou quando eu consegui meu primeiro emprego e estava me preparando para tirar férias, as primeiras férias remuneradas com toda a pompa de viajar de avião e exibir minhas tranças afro, que ela adorava mastigar quando eu estava assistindo TV. Eu vi Luana chegar, fui a primeira pessoa a ter contato com ela, quando apareceu em nosso quintal, do nada. Babalu foi trazida pela namorada do meu irmão, na época, numa caixa, com um laço vermelho no pescoço, uma prévia da elegância que seria seu modo de ser. Muvuca foi colocada em nossa garagem por uma vizinha, pequenininha, toda enlameada. Quando a peguei, ela miou alto reclamando, eu me apavorei imaginando que fosse alguma costela quebrada. Mas era seu modo de dizer bem alto "não toque na minha barriga, eu detesto!" que foi uma de suas características mais marcantes (pegá-la no colo era certeza de resmungos e fuuuuuuu).
Em 2001 eu fazia batik e tinha sempre alguma gata por perto no quintal, em 2007, quando voltei à São Paulo, montando bijuterias na oficina do quintal, Babalu aparecia e se deitava no tapete perto dos meus pés. Este ano fiz crochê, ela sempre por perto. Em todos os momentos de trabalhos manuais, uma delas sempre esteve por perto, e tem sido difícil ver o ambiente vazio.
Nenê gatão e Kitty kitty, assim como Luana, vocês foram bênçãos em nossas vidas, nos deram o privilégio da convivência com animais tão especiais e que deixaram marcas e memórias em todos os cantos dessa casa. Nunca me esquecerei de vocês e espero que nos visite em sonhos...





13 de agosto de 2013

Hardcore crafts

Criei essa designação para os trabalhos manuais que precisem de ferramentas ou materiais mais heavy metal, como furadeira, solventes, e qualquer artigo encontrado em lojas de construção. Assim foi na sexta feira passada, ao voltar do correio (mais uma encomenda entregue, fuck yeah) resolvi passar em uma Telhanorte que tem por aqui. No desespero por soluções para vedação e impermeabilização de uma laje de casa (que até hoje pedreiro nenhum resolveu, só fizeram remendar com cola de silicone), decidi me informar sobre os produtos disponíveis no mercado e dar um jeito eu mesma (assim que aparecer outra semana de sol eu meterei as caras no "peão mode on"). Enfim,  achei o que queria, estou no caixa pagando e a atendente olha para a nota e diz "Peraí, você ganhou alguma coisa de brinde."Opa, e lá veio a moça com uma caixinha de massa epóxi, que poderia ser qualquer coisa, até um parafuso avulso, que eu já ficaria feliz. Beleza, depois eu descubro alguma coisa pra usar essa massa e, opa, já sei! Eu tenho um problema sério com agulhas de crochê, as menores me dão muita dor na região da minha velha tendinite, e percebi que as agulhas grossas emborrachadas da Tulip não causam o mesmo incômodo (comecei a aprender crcohê usando agulha de 6mm e já busco fios que permitam usar uma de 10mm que comprei, quanto maior, melhor). Mas eu preciso usar uma agulha de 4mm, comum, o que fazer? Lá fui eu modelar um cabo gordinho pra minha agulha, grosso o suficiente pra dar uma "pegada" confortável. Pra quem nunca usou massa epóxi, ela é um adesivo bem resistente e que é bem manipulável, como uma massinha de criança. A parte chata é misturar as duas cores, mas eu resolvi fazendo "sanduíches" de camadas, como se fosse massa folhada, mas se bem que não cheguei a deixar a massa totalmente uniforme como diz a embalagem, mas o que importa é que elas se misturem o suficiente pra dar a reação química. Está quase seca e daqui mais uma hora eu já vou experimentá-la no meu coração amigurumi que estou treinando :D

Acho que farei isso em todas minhas agulhas...

9 de agosto de 2013

Rata de Megaartesanal - a revanche


Mal começou o ano e minha mãe e eu juramos que desta vez iríamos aproveitar a Megaartesanal todos os dias, o dia todo, ainda mais que a Acrilex voltou (oba! cursos de graça!). Para nós significa uma chance única de estar em contato com gente que faz de tudo, dos trabalhos que já faço e aqueles que não conheço ou perdi a "mão". Uma loucura, cansativo (ficar na fila esperando sua vez de pintar as peças) mas valeu cada minuto. Ah, os materiais também, alguns achados legais: o tecido adesivo (me salvou a vida, o papel-veludo antigo que eu tinha, que usava nas Pocket Macumbas, estava no fim), solventes à base de água pra limpar pincéis e revistas importadas (Tilda!), são os que me recordo agora. Ah, sim, demorei mais de um mês pra escrever sobre isso porque, como falei no post anterior, julho foi um mês muito pesado (minha gata mais velha morreu, devo um post especial a ela, minha companheira de artes desde meus anos de faculdade).
Bom, dos trabalhos que fiz lá na Mega, tenho orgulho de todos e de ter aprendido técnicas e uso de tintas novas (amei a Vidro 150º, da Acrilex, para porcelana) e perdido o medo de pintar em estilo Bauermalerei.

Tinta Vidro 150º da Acrilex, fixa após 30 minutos no forno fraco, caseirão.

Na Janome aprendi a fazer um porta agulhas e tesoura de costura, adaptei para minhas agulhas de crochê.
Cogumelos e gatos, pura alegria!

Meus lindos! Pote de metal com tampa (usando tinta craquelê e betume colorido), balde de alumínio (pintura bauermarelei), bandejinha de madeira (tinta acrílica e craquelê), tigelinha de porcelana (Vidro 150) e cestinho de tecido ensinado na Janome.

Amei essa tinta, dá vontade de dar um up em todos os famigerados copos de requeijão...


8 de agosto de 2013

Feliz segundo semestre!

A empolgação é muita, idéias se desenvolvem enquanto escrevo aqui, batendo um papo ali, e a primeira venda já, 1 hora depois de publicar. Não é o máximo? Sim, é o máximo, e de ótima qualidade! Panos de prato para os homens descolados, para as meninas modernas, para toda a família que queira praticidade. Fácil manutenção, se precisar lavar com água sanitária pra clarear, usar Vanish, pode tudo porque ele aguenta, usamos tinta serigráfica. Divirtam-se!


4 de junho de 2013

Festas juninas e simpatias

Ah, junho... que mês lindo. O frio chegou com tudo e as festas juninas já começaram, trazendo aqueles aromas maravilhosos de fogueira, quitutes tradicionais e bebidas quentes. Não canso de repetir que esta é minha época do ano favorita, repleta de memórias de infância, provavelmente porque uma das melhores festas juninas que fui, foram 4 finais de semana, com muuuuita comida típica, brincadeiras e prendas legais (aqueles brinquedos de plástico bem bobinhos, mas que ganham um valor incrível depois de serem duramente conquistados numa pescaria ou tiro ao alvo).
Não fiz parte do time das meninas que queriam se casar cedo, nem nunca fiz esse tipo de simpatia usando imagens de santo. Achava esquisito esse negócio de colocar a imagem invertida num copo de água, ou enterrar o dito (se eu fizesse isso era certeza de que nunca mais acharia ou o tempo passasse e a imagem viraria um bloco de pedra fossilizado, porque em uma semana eu iria esquecer disso). Foi numa aula de Pilates que a ideia começou a florescer: uma simpatia de bolso, que não precisasse de imagem roubada de igreja, ou de qualquer imagem "sólida", e que fosse tão particular que você pudesse carregar dentro de um livro, por exemplo. E a brincadeira foi ganhando forma, virando uma coisa super séria (na medida de seriedade que uma simpatia requer ao inverter um santo de cabeça para baixo, mesmo que simbolicamente).
E neste mês de tantas referências do folclore e tradições religiosas brasileiras, você também pode fazer sua simpatia, sem alarde, seja menina ou menino (ah, foi-se o tempo em que só as mulheres se preocupavam em ficar solteiras...), viva a diversidade! Compre aqui na loja :P

24 de maio de 2013

Entrei no Youtube!

É com muita emoção, mãos tremendo (de vergonha! Timidez é um saco) e cara de pau, que anuncio meu glorioso primeiro tutorial totalmente excelente! Sempre tive vontade de meter as caras em outras mídias, faz tempo que pensava em criar um podcast, mas desencanei porque a minha dignidade não permite ouvir minha voz gravada sem querer dar um soco no player, mas pensei em usar apenas imagens e o que estivesse a mão, que não fosse eu aparecendo ou falando. E uma musiquinha meiga. Bom, espero que funcione...


Essa dica do fio dental eu vi já faz alguns anos, de uma americana que ensinava maravilhas de costura, ensinava super bem, mas tirou o vídeo do ar. Cansei de procurar outro, mas guardei a dica, um dia testei quando fiz meu primeiro avental, e deu super certo. Depois que o fio sai fica fácil desmanchar o zigzag, já que ele é bem folgado. E há muitos anos atrás, quando fui franzir uma peça, fiz pelo método tradicional (alinhavar com costura reta em pontos largos), o diabo da linha arrebentou no meio da peça. Então não espere o desastre acontecer, use o fio dental que aguenta todos os puxões!

26 de abril de 2013

Manda para a PQP!

É com imenso orgulho que anuncio mais um grande lançamento da Meu Corporation! Estava faltando aquele grito entalado na garganta? A proteção precisava ser mais, digamos, intensa? Seus problemas acabaram! Conheça a PAZ para QUEM PRECISA:

Para comprar é só clicar no link da loja MEU ao lado--------->>>>>>>

A história por trás do amuleto
Um dia minha tia Sonia veio aqui em casa e,vendo o banheiro logo em frente ao meu quarto, disse que aquilo era uma energia muito ruim para a casa (ela é especialista em cura Prânica), e indicou o uso de espelhos na minha porta. Levei aquilo muito a sério, pois eu respeito todas as crenças e práticas, mas como ariana muito competente no ramo ariano, começo mil projetos e termino 10. Essa semana me deu vontade de costurar, mexer com lantejoulas e afins, lembrei da recomendação dos espelhinhos. Pensei em fzer uma cortina de contas, ou um pingente de espelhinhos para pendurar na porta, mas então pensei que seria meio sacal ficar esbarrando naquilo o tempo todo. Rolou um brainstorm na idéia anti-uruca, espanta-belzebu e me veio essa imagem, de usar palavras. Por que não refletir a "coisa ruim" para o outro lado e ao mesmo tempo direcioná-la para algum lugar específico? E, por que não, mandá-la para PQP? Quantas vezes ao dia (ou na semana, se você for muito benevolente) não desejamos que alguma coisa vá para lá? Logo, bordei em letras garrafais, enfeitadas como as caveiras lindas do Dia de Los Muertos e, assim como a festa mexicana, esse é um amuleto de alegria. Essa foi a primeira parte.
A segunda parte foi a escolha do nome, porque a minha loja virtual é uma loja comunitária, com regras bem específicas, e eu não sei AINDA se por usar um PQP bordado alguém pode porventura se ofender (shit happens). Minha mãe teve uma sacada genial enquanto eu tirava as fotos, "Ué? Paz para Quem precisa". A forma de almofada é para mandar "a coisa ruim para lá" com suavidade, garbo e elegância, mas com firmeza na mensagem. Fechou!
Logo, essa é a história da mais nova parceira da Pocket Macumba no mundo encantado das maledicências e urucubacas a serem vencidas (uma para a casa e a outra para a bolsa!), e se alguém copiar a minha idéia, quero ver se explicar... E se alguém se sentir ofendido, meu amigo, sinto muito, mas a mensagem da almofada vai pra tu também.

4 de abril de 2013

As Macumbinhas voltaram!

Elas nunca foram embora, foi só um susto que aconteceu há pouco tempo, que me inspirou para o grande retorno (ou "temporada 2013", como queira) da Pocket Macumba. O produto em si permanece igual, só a embalagem é que recebeu um upgrade, comecei a rabiscar e quando vi a folha estava cheia. Pois é, agora elas virão com filipetas, assim como todos os outros produtos Meu! terão suas pequenas doses particulares de poluição visual ligeiramente inofensivas...






E qual teria sido esse susto afinal? Foi uma singela "denúncia" de que eu estaria vendendo bebida alcoólica (!!!) na minha loja. Cara, eu fiquei tão P da vida... eu já mostro, explico, que isso é uma caixa de fósforos customizada e que a garrafinha de 51 que uso é simplesmente uma réplica de 2cm (e como é que alguma coisa pode caber num recipiente desses, se fosse possível?). Apenas desabafo aqui esse momento, que graças a Deus foi esclarecido, mas mostra como existem pessoas que são incapazes de usar a própria criatividade  ao verem outros usando-a, preferem sabotar o sucesso alheio. Até brinquei falando que brincar com macumba o efeito volta contra quem avacalhou, hohoho!

26 de março de 2013

Nós não precisamos de (mais) roupas.

Este ano definitivamente mudarei ainda mais meus hábitos de consumo, vou me dedicar mais a boa e velha amiga Singer e costurar minhas próprias roupas. E quando me deparo com artigos relacionados a este assunto, vejo como a situação é muito mais crítica do que penso, no meu pequeno universo de consumo. com crises econômicas, exploração de trabalho escravo, fica cada vez mais evidente a importância das pessoas recobrarem aqueles hábitos e costumes de pós guerra, de reaproveitar materiais e moderar o consumo. Mais do que nunca vejo a valorização do produto artesanal no exterior, o craft é sinônimo de produto personalizado, exclusivo, um "it" produto, com acabamento cuidadosamente elaborado, fugindo da produção em massa "ching ling". 
Temos que repensar nossos hábitos e acompanhar a ordem dos acontecimentos no mundo. Estamos no momento perfeito para se visitar mais brechós, casas de caridade, reaproveitar e customizar roupas, móveis e objetos aparentemente sem utilidade. E viva o produto artesanal!


WE DON'T NEED (more) CLOTHES / by @agalorda from Alvaro González-Alorda

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Uma nova cliente recebeu seu pacote ontem e escreveu uma avaliação super bacana na loja, adoro essa sensação de dever cumprido e ver mais um pedido atendido com 100% de satisfação!




18 de março de 2013

Viva o friozinho

Esse verão foi tão quente e tão suado que eu passei o mês todo de fevereiro, e até semana passada, numa inércia existencial, que culminou com um raio que caiu aqui na vizinhança, e detonou vários equipamentos incluindo a placa de rede do meu super PC lindo, que continua funcionando mas sem internet, coisa básica. Em um dia mais frio, de 15 graus, meu rendimento é imensamente maior, como hoje e ontem, onde trabalhei em duas encomendas super mega providenciais, pois eu andava meio de bola murcha. É difícil manter o otimismo funcionando 100% do tempo, ou pelo menos a aparência de otimismo, o que parece reinar nas redes sociais: todo mundo tem um sucesso profissional-pessoal na estratosfera de acordo com suas realizações, suas viagens, suas casas, seus filhos, carros, empregos dos sonhos (ou empresários de sucesso).  É tudo um imenso jogo que ganha quem posta mais sobre acontecimentos incríveis em suas vidas.
O trabalho manual me ajuda a meditar, a distrair minha mente para além dos probleminhas cotidianos (que geralmente ficam maiores na nossa visão do que realmente o são) e vê-lo valorizado foi como uma terapia, uma cura, para um sintoma que já se tornava crônico em mim. Ver o resultado final, a satisfação de quem adquiriu, é de um valor inestimável, e tendo isso em mente eu trabalho com um prazer imenso em presentear essas pessoas.


De cima para baixo: mais uma Nuala feita, a nova toalha de cozinha Dannyboy e marcadores de livro.
Sou fascinada por aplicativos e gadgets em geral, desde as antigas ferramentas do blog, e agora os apps de smartphones. Jogos não me atraem (porque a bateria do celular já dura tão pouco!) mas aplicativos de fotos, redes sociais, rádio e podcasts, tem sido meus favoritos. No link ao lado está minha estação favorita, que descobri usando o TuneIn. O mundo seria perfeito SE não fosse nossa maravilhosa rede de telefonia caduca e manca, que você reza pra ter sinal e quisá conexão com velocidade razoável.
Aquele raio que caiu nos deixou quase uma semana sem telefone fixo, duas semanas sem internet, TV e Blu-Ray queimados. Por um tempo vi como essas pequenas futilidades podem nos tirar do sério, nossos pequenos confortos sumirem de repente, em um fim de semana tedioso, ter que recorrer apenas nos livros. Tento aprender com essas lições que a vida ensina para manter a calma, mas persisto no sonho de manter minha produção ativa, a loja e o blog.
Esse primeiro dia frio me trouxe alegria...

10 de janeiro de 2013

Matando o Canto da Bagunça.

Depois da calmaria que foi semana passada, guardando pratos, talheres e utensílios "festeiros", eu lembrei do super ataque de organização que tive ano passado, em agosto. Em uma segunda feira, olhei para aquele bar (sim, o velho balcão com suas duas banquetas, totalmente yuppie), todo entulhado de coisas que não tinham nada que lembrasse a real funcionalidade de um bar, tive um surto de limpeza e decidi que no dia seguinte daria um jeito naquilo. É isso que acontece quando você tem muitos cantos, móveis com prateleirinhas, gavetinhas e coisinhas: vai virando um depósito de coisas e que, invariavelmente, ficarão todas empoeiradas e esquecidas, por que ali virou um "canto de bagunça". Por isso escrevi com letras maiúsculas no título, porque o tal canto acaba virando uma entidade na sua casa. Pode ser uma Gaveta da Bagunça, um Armário da Bagunça (um perigo, pois pode se virar contra você e desabar seu conteúdo a cada abertura). Por um lado até que é um ponto positivo ter um local onde você possa refugiar seus pertences em algum momento de urgência (uma visita inesperada que acaba de interfonar "Oi! Tô subindo!"), mas por anos de experiência com bagunças (de diversos graus, tamanhos e formatos) chego a conclusão que é melhor não se acostumar com cantos bagunçados. Pode sim, é legal, ter um canto VAZIO (um armários com alguma repartição vazia, em caso de emergência bagunceira).
Nessa segunda feira eu peguei o pior lugar de bagunça do cosmo, que é meu quarto. Se eu consegui arrumar ele TODO? Não. Mas estou descobrindo maneiras de contornar esse meu problema. A tradicional primeira gaveta da cômoda, que geralmente era usada para "badulaques", papéis, cadernos, cupons, fones de ouvido, remédios, enfim, todas aquelas coisinhas que vão aparecendo na minha frente e vou jogando na tal gaveta. Peguei tudo, me livrei de metade do conteúdo e agora estou usando a gaveta inteira só para meus acessórios. Achei essa divisória de plástico e usei para organizar lenços, echarpes e pulseiras. Como a gaveta é grande, na outra metade forrei com uma fronha avulsa, e coloquei os colares que uso mais (a moda dos maxicolares do verão serão substituídos no inverno por outros mais longos). Assim eu abro a gaveta e acho tudo que preciso, à vista. Mas e a bagunça que por ventura aparecer (e VAI aparecer)? Bom, agora é uma questão de hábito, uma das minhas metas deste ano, de não juntar bagunça por mais de 6 meses.
Se dará certo, vamos ver, mas como qualquer "vício" vou viver um dia de cada vez...



6 de janeiro de 2013

Arrumando a casa

Olá, como vai você? O ano começou (até que enfim) e como esse é o primeiro domingo do ano, resolvi lançar várias novidades. Nada de mais ser domingo, mas é que é o dia da semana mais parado e inerte, somando com uma ventania e chuva iminente, perfeito para tarefas eletrônicas. Primeiro eu mudei todo o visual do blog. Era para apenas mudar o fundo, a cor dos ícones, mas aí uma coisa foi levando a outra, e quando vi, imagens foram surgindo e personagens se formando. Nunca planejei nada, nem tive essas "estratégias de marketing", linguagem visual, etc., e pela primeira vez eu sinto que consegui uma identidade mais próxima do que eu sou, do que a minha marca é (e será). Em seguida, a loja também recebeu fachada e banner novos. Eu estou curtindo pacas.
E o mês de dezembro valeu pelo ano todo, já falei demais nisso, mas eu não canso de lembrar o sucesso que foi. Mas não fiquei o tempo todo em cima dos produtos da loja, em algumas folgas eu customizei uma camiseta para o Reveillón, fiz um quadro negro com tinta especial (o velho eucatex ganhou vida nova!) e seguem alguns registros festivos pelo Instagram. Clique nas imagens para visualizá-las maiores e FELIZ 2013!

Mais um pedido!
The Amazing Pocket Macumbas

E de surpresa, um brinde especial para cada cliente

E o monte de pimentas, amuletos, ervas e incensos que usei para a virada do ano. Particularmente, de novembro a dezembro, foram alguns eventos bizarros que aconteceram e eu quis usar todos os artifícios religiosos e místicos possíveis (sim, eu boto fé em tudo!):

Todos os berloques do cosmo, juntos.

Arranjo de mesa para o Ano Novo.

Busca Vida, maravilha de drink, com pimenta e alecrim.

Ah, os outros crafting moments de dezembro, foram bem legais e já bem usados até o momento:

O quadro negro instantâneo

A blusa do Réveillon de 2011 renovada com brilhos.

Era uma camiseta já pintada à mão, há 15 anos, que ganhou muito mais cor.




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