23 de maio de 2012

Fim de férias

Depois de mais uma maravilhosa temporada em Parati, estou de volta com a bagagem cheia de inspirações. Ouvir uma boa bossa nova  na hora do almoço, naquele restaurante pequenino, super aconchegante, que tocava um CD do Sergio Mendes, ou o inesperado samba de roda encantando nossa tarde, na beira da praia, tomando cerveja... sons muito inspiradores. Sentir o cheiro da brisa do mar, do rio Perequê-Açu, da cera perfumada que os moradores usam nas casas coloniais, o aroma delicioso de arroz e feijão feitos na hora, a chuva que lava as ruas de pedra. Cores lindas do artesanato local, das casinhas e suas janelas e portas coloridas, os tons de verde da paisagem, se tornando amarronzada e azul quando ficam mais distantes. O tato sendo testado a cada vacilada nas ruas de pedras escorregadias, desafiando a gravidade (e a minha pobre coluna!), bancos de madeira, a maciez dos pelos do cachorro que te adotou como companhia, na praia, ou do afago no cangote do gatinho da pousada. O gosto da cachaça local, envelhecida, que desce como veludo na garganta, os sabores das comidas caseiras, da cerveja super gelada num dia de sol. De todos os sentidos, ainda acrescento o encanto local, dos moradores que sempre te atendem com um sorriso.
Volto à cidade de pedra com a alma renovada pelo olhar do estrangeiro, que me ensinou a ver os encantos nos detalhes e paisagem no céu esbranquiçado pela poluição. Passando pelo centro, ouvimos um homem tocando Garota de Ipanema no saxofone, era um sinal de que o encanto depende de quem o vê. Espero poder contribuir para metrópole, trazer um pouco de encanto também.




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