25 de agosto de 2018

Coragem de ser imperfeito

Este é o título de um dos livros da minha lista de leitura para ontem, significa que quero... não, quero é pouco, é muito vago, significa que VOU mudar minha postura e aceitar meus defeitos, que tanto tenho tentado combater, e tendo gastado tanta energia nisso eu me desliguei do que era mais importante para seguir no meu trabalho.
Tenho notado como tentar me encaixar nesse padrão atual de ser produtivo, "a 5 a.m. person", minimalista, quarto e escritório brancos impecáveis, smoothie no café da manhã, the Instagram/Pinterest people, tudo isso era para me inspirar e acabou surtindo o efeito contrário: entrei num ciclo de autodepreciação extrema porque não me vejo como essas pessoas. As redes sociais ajudam na pesquisa, na divulgação do trabalho, em conhecer gente, empresas incríveis, mas pessoalmente tem sido negativo (saudades daqueles primeiros anos no Facebook, ainda sem anúncios e a única polêmica era o povo que entupia as notificações com pedidos de vida para o Candycrush e FarmVille).
A verdade é que a gente se acostuma com uma constância de atitudes que te jogam para baixo e, por mais que você lute, sem uma rede de apoio, a correnteza te leva. A correnteza é um conjunto de fatores: não ver o reconhecimento do próprio trabalho, não se sentir valorizado como trabalhador autônomo e, o pior de todos, ser aquele membro da família que não está nos padrões de um cidadão bem sucedido (não ter filhos, não ter plantado uma árvore e nem ter escrito um livro).
Eu só desejo agora que pelo menos uma pessoa se sinta abraçada, que saiba que não está sozinha, que existe feiúra além dos deleites visuais do Instagram, que existem muito mais fracassos a serem superados, não só os seus. Estamos juntos nessas noites insones, no sentimento de culpa, na instabilidade financeira, lembre-se disso, estamos no mesmo barco. Você não está só, nunca estará, não acredite só no que os olhos no smartphone vêem, ok?
Tudo passa, e essa fase também passará.

9 de fevereiro de 2018

MeuCast #03 Carnaval



Canais e links mencionados no Episódio 3:
Fernanda Herthel
Marlene Mukai
A Costureirinha
Superzíper

 Olá, Bem vindo ao Meu Cast, o programa para crafters feito por quem também ama o trabalho artesanal, como hobby ou ofício. Eu sou Monise, sou artesã e uma usuária crônica de desodorante nessa época do ano. O suor! esse nosso companheiro inseparável de verão, que nos faz lembrar a todo instante que não estamos na mesma categoria de business people, de terninho no ar condicionado pensando no happy hour, não, nós somos aqueles seres de chinelo de dedo, bermuda de elastano e camisetão masculino. Se não for o seu caso, acredite, essa sou eu em horário comercial e não comercial. Depois do furdúncio de fim de ano, das visitas que não foram convidadas surgirem do nada à sua porta, janela e até dos ralos do banheiro, finalmente a sensação de alívio no dia primeiro de janeiro (ahhh, a maratona de Game of Thrones, clima de férias…) você ouve aquela vinheta maldita do Carnaval Bundeleza (Nããããoooo…). Então cai a ficha e você percebe que a porra do ano simplesmente muda de nome mas continua a mesma coisa, começam a chegar as contas, os carnês e a realidade dando tapinhas nas suas costas como dizendo “Aí chefia, não tem férias não, nêgo, férias é pra assalariado, pra CLT, pra gente com vida organizada”. Pronto, chegamos no ponto principal da rotina do artesão especificamente, que é a organização. É ela que vai ajudar o desenvolvimento do produto através do posicionamento dos equipamentos e materiais, do controle de estoque, limpeza e manutenção do ambiente e ferramentas de trabalho, como também otimização do seu tempo. Algo que me ajudou muito a mudar meus hábitos de bagunceira foi ter lido os dois livros da Marie Kondo (A mágica da arrumação e Isso me traz alegria), são leituras super fáceis, rápidas, mas reforçaram alguns conceitos que eu já possuía antes, como cuidar do material de trabalho, limpar o ambiente no fim do dia, pois quem costura sabe o caos de linhas e fiapos no chão, e literalmente falar palavras de amor com objetos inanimados. Não tem mistério, a receita do sucesso é descartar o que não usa, tirar tudo do lugar, limpar e só voltar para seus devidos lugares o que for realmente usar, ou como ela diz nos livros, guardar aquilo que te traz felicidade. É o que é feito naquele programa Santa ajuda da GNT, otimizar espaços ao máximo, fazer muito uso de recipientes de plástico transparente, que facilitam a visualização dos itens e mantém tudo livre de poeira. No meu caso eu guardo tecidos em contêineres de plástico, peguei uma tarde inteira só pra espalhar todos os tecidos e separar em retalhos pequenos e cortes inteiros de tecido, todos dobradinhos e armazenados na vertical, para facilitar o manuseio. Gente, plástico transparente é outra vida, nunca guarde nada em sacos plásticos das lojas, que tendem a se amontoar e dar um aspecto de bagunça e sujeira. Esses são os mantras de janeiro: limpeza, organização e setorização. Agora SÓ falta os mantras para o resto do ano: criar novos produtos, tirar fotos, editar fotos, publicar na loja virtual, divulgação, vender, vender, vender… Bom, Carnaval chegou e definitivamente não vou sair de casa por nada, entro em pânico só de pensar em gente dirigindo bêbada, em furdúncio, banheiro químico digno de efeitos especiais de filme trash, com uma coisa enorme depositada no vaso que só falta falar, Deus me livre, só penso em alguns nomes de bloco de carnaval: Tanga Mijada, Unidos do Formol e Chorume de Smegma. Se você curte uma farra, adora essa festa, beleza, divirta-se, mas só tome cuidado pra não ir muito fundo no estado de consciência alterado, você corre um grande risco de encontrar um Aquaman lindo na noite e amanhecer com o Exu Caveirinha com aroma de jaula. Bicho, aproveita o feriado pra relaxar, e se quiser exercitar seu cerebelo com alguma técnica nova, o Youtube é o paraíso. Eu comecei a seguir um canal de uma bordadeira incrível que ensina bordado de pedrarias com acabamento profissional, tem outras costureiras e modelistas talentosas, crocheteiras, enfim, aprender coisas novas é um puta exercício mental, não pense apenas em panturrilhas e glúteo, pense no seu lindo e produtivo cerebrinho, amiguinho. Eu assino vários canais de artesãos das mais diferentes áreas, desde marcenaria à encadernação, gosto de tudo, mas eu devo um agradecimento especial à algumas, como estas que falei agora, que são Fernanda Herthel, Marlene Mukai, Elisa Dantas do canal A Costureirinha e as pioneiras do Craft no Brasil como ele é hoje, Andrea e Cláudia do Superziper, que foi num vídeo delas que aprendi meu primeiro trabalho de crochê. Elas também lançaram um livro super fofo, comprei e recomendo. Vou colocar os links dos livros e dos canais na descrição do vídeo no canal Lojameu no youtube, no bom e velho blog lojameu.blogspot.com.br, não se preocupe, os endereços estão no Instagram @lojameu, olhando lá fica mais fácil, enfim, lojameu every fucking where e como diria Pedro Bial,“navegando na internet”. Este programa é dedicado ao talento de grandes amigos e músicos, que trazem sempre momentos mágicos de lazer, cultura musical e o aprimoramento da língua portuguesa com novos termos finos e elegantes. Valorize quem toca por prazer acima de tudo. Hummmm, soou mal essa frase. Até o próximo programa, bom carnaval e não mexa no meu Netflix.

26 de novembro de 2017

MeuCast #02 Natal



Olá, Bem vindo ao Meu Cast, o programa para crafters feito por quem também ama o trabalho artesanal, como hobby ou ofício. Eu sou Monise, sou artesã e sou uma pessoa extremamente cínica nesta época do ano. Se você também sente uma coceira quando outubro acaba, sente um arrepio de ver as luzinhas que começam a piscar nas vitrines, ao ver a pirâmide de panetones em oferta logo na entrada do supermercado, quando percebe que os Shoppings ficam insuportavelmente cheios à noite no meio da semana, quando você se lembra que daqui a pouco começa a maratona de festas da firma e, que também vai rolar aquela maldita excrescência da civilização moderna, mais conhecida como amigo oculto, MEU CARO OUVINTE, ESTE PROGRAMA É DEDICADO À VOCÊ. Novembro chegou e as promessas de ano novo ainda não se realizaram, ou apenas algumas, então você conta quais as metas que foram atingidas e tenta não entrar em depressão, ou ansiedade, como é o meu caso, que mal sinto o cheiro de dia ensolarado de verão, de fim de ano, e sinto um troço estranho, uma dor de barriga peculiar desta época. Estamos a quase um mês desse momento único no ano, particularmente na semana do dia 20 de novembro, se você for metódico e organizado, chegou a hora de procurar no fundo do armário a árvore de Natal, aquele mafagafo de luzinhas enroscadas, que você gentilmente pede para alguém, geralmente uma pessoa so sexo feminino pede para outra pessoa, do sexo masculino desenrolar, aí ele fica ligeiramente puto porque a partida de videogame ou a maratona Netflix foi interrompida. AH, COMO ESTA ÉPOCA DO ANO É LINDA E CHEIA DE AMOR! Eu estava no banheiro arrancando meus pelinhos faciais, pensando em como os tempos atuais tornaram essa experiência menos traumática. Como uma legítima criança dos anos 80 eu passei minha infância, adolescência e começo da vida adulta sem internet, sem telefone celular, sem nenhum meio de escapar daquelas situações super constrangedoras, como quando suas tias vem metralhando de perguntas constrangedoras, sem que você tenha dado a menor intimidade para tal, ou aquele coroa chato pra caralho te medindo de cima à baixo e falando “essa geração coca-cola”. Mas agora você tem essa maravilha tecnológica chamada smartphone que permite que você se conecte com a Rede Mundial de Computadores e FUJA DESSA MERDA toda. Basta apenas um deslizar de dedos e um olhar blasé e pronto! Você ganhou 500 pontos ao se libertar da tia mocréia de um modo civilizado. Trilha sonora sugerida: Se você tem Spotify procure o álbum “Christmas Songs” do Bad Religion. Ouça quando for atochar farofa no cu do peru. Falando em diferenças entre infância e idade adulta, como no meu caso, este pequeno serumano de 40 e bem poucos anos, acontece a descoberta de novos prazeres na vida, aquilo que a gente achava chato pra cacete nos nossos pais e agora se repete conosco: fazer compras no supermercado. E qual não é o prazer incomensurável de descobrir uma Black Friday no supermercado! A alegria de ser tiozão, de curtir uma Stella Artois a 3 reais, assim como o refil do Omo líquido e da polpa de tomate pelado italiano com ofertas malucas. Todos esses acontecimentos, essas descobertas acontecendo sempre em final de ano, junto com o verão se aproximando, tornam essa época do ano propícia a acontecimentos estranhos, as pessoas ficam mais nervosas, todo mundo quer sair correndo logo do trabalho, passar na Bauducco da Estação Pinheiros para comprar um monte de Chocotone murcho na promoção, coisas do tipo. Eu sei disso porque eu adoro um chocotone murcho na promoção. Loucura mesmo é a Black Friday generalizada, lembro que era um evento mais intenso no comércio eletrônico mas agora todas as lojas físicas estão fazendo Black Friday, e acho ótimo. E só pra não dizer que não estou falando de crafts e artesanato até agora, lembrei que meus fones de ouvido foram comprados numa Black Friday de 2012, e como a maioria dos objetos de couro sintético, o dito começou a esfarelar, logo eu pensei em fazer algo bonitinho pra encapar, eu ia fazer duas capinhas de tecido mas decidi fazer de crochê, depois que achei uma lã coloridinha toda fofa. Olha lá no meu instagram @lojameu como eles ficaram lindos! PLIM! Esse plim é o alerta de jabá, sigam meu instagram, visite a Loja Meu… Bom, para dar uma animada nesse clima meio broxa vou contar um relato pessoal, do começo da minha brilhante carreira profissional, no telemarketing de um banco que nem existe mais. A diferença de emprego de peão e de bacana é medida pelo tamanho do horário de almoço e da flexibilidade de horário, por exemplo, se você é escalado para trabalhar no dia 24 de dezembro das 6 às 10 da noite, e o mesmo para o 31 de dezembro. Deu pra ter uma idéia do cenário, certo? Uma central de call center com 50 mulheres, todo mundo de salto e a porra toda pra já chegar arrumada na ceia da família, e com aqueles headsets ensebados numa orelha só. Enfim, o esquema era bank phone, neguinho ligava e fazia as operações na conta, via saldo, essas coisas, e era inacreditável como tinha gente que ligava no meio do feriado pra ver saldo, porra, e se não tivesse, ia fazer o quê? Enfim, estava eu ali na minha situação de peão e uma pérola da genética humana chamada cliente esperou passar todas as opções do menu discado para cair com o atendimento , só pra dizer “não quero nada, não. Já peguei meu extrato mas só queria ter certeza se tinha mesmo alguém trabalhando aí”, (suspiro) sabe aquele sorriso amarelo que nem por telefone você consegue disfarçar? Nem isso eu fiz, só dei aquela resposta padrão “obrigada por sua ligação, boa noite (filho da puta)”. E esse troço de Satã que é o amigo oculto, amigo secreto, essa invenção lazarenta que acontece só pra fazer aflorar o pior do ser humano no ambiente de trabalho? Pra começar se você fala que não quer participar, a chefe fica putinha e obriga todo mundo a participar, você querendo ou não, tendo que encarar aquela lista linda com o que cada um quer de presente, dentro do valor estipulado. “Joenílson da expedição quer um CD do Serginho do Pandeiro”, “Katyéllen da recepção quer o brinco da protagonista da novela das 9, que vende de baciada na 25 de março, mas você chutou macumba e merece ir à 25 de março num dia de sol de dezembro”, “Enzo Gael, da gerência de contas e compliance quer uma caixa de chá orgânico sem glúten e lactose do Vietnã”. Cara, é de uma escrotice isso, você tem que dar um presente pro cara do setor que nunca entrou, não te conhece, nem sabe a cor da tua fuça. Talvez, taaaalvez, isso funcione em casos muito específicos, em reuniões de família grande, desde que a família seja legal, algo que eu duvido muito que exista. Eu tenho uma teoria de que Amigo Oculto é um experimento social e comportamental testado num laboratório, onde alguém acidentalmente esqueceu de trancar a porta, veio alguém fora da área, tipo a tiazinha da limpeza, leu o roteiro dos voluntários que dizia “escreva os nomes em papeizinhos, sorteie, cada um escreva pistas sobre o sorteado, etc” e pensou, “que legal, vou fazer na minha família”. Caso você se interesse pelo tema, assista no Netflix, O Experimento de Milgram, no filme, o experimento era apenas para testar a reação dos participantes, mas como eu disse, é minha teoria de que isso nunca deveria ter saído do laboratório, porque deu merda. Ahhh Netflix, a salvação para este momento de crise, você gastar 20 reais por mês, comprar um belo e formoso ventilador, uma variedade de cervejas e outros víveres, e pronto, seu feriado prolongado está garantido. Se pensar bem este é o melhor modo de passar o Natal com a família, todo mundo junto olhando a mesma tela, porque tem gente que não consegue respirar sem o celular. E por falar em celular, pensem nisso quando estiverem todos reunidos à mesa para a ceia de Natal, todo mundo limpinho e cheiroso, colocando aqueles dispositivos ao lado do prato, cheeeeios de coliformes! Ninguém higieniza essas porra, anda de metrô, trem, ônibus, fica com aquela mão podre de corrimão de escada rolante, de carrinho de supermercado e nunca passam um paninho com álcool no celular, e pega uma acne pustulenta, um cancro mole no meio da fuça, e claro, todo mundo se cumprimentando com beijinhos no rosto e apertos de mão, em uma linda festa de confraternização de bactérias fecais. E voltando à ceia, aquela saraivada de foto que o povo manda no whatsapp, segurando a champagne cara no baldinho que veio de brinde, porque todo mundo tem síndrome de pobre e precisa publicar foto de ceia começada, aquela farofa derramada na toalha, e o povo sorrindo, é por isso que eu saí e não entro em mais nenhum grupo, nenhum, é muito irritante. Um grupo de 30 pessoas, geralmente ex-colegas de escola, de faculdade, que cada um escreve Feliz Natal, todos respondem individualmente, e assim sucessivamente, 30 vezes trinta “Feliz Natal”, putaqueopariu, e tudo se repete no ano Novo! Feliz Ano Novo, obrigado, pra vocês também, obrigado, obrigado, Feliz ano Novo, Feliz 2018… Mano, como eu odeio fim de ano e essa diarréia cerebral da bondade repentina, todo mundo fica bonzinho e altruísta, tirando selfie na entrega de cestas básicas na favela, com a legenda “amor ao próximo”. “Ainnn… como ela é pessimista”, sim, meus lindos, eu cultivo minha filhadaputice 365 dias por ano and I fucking like it. Mas então é Natal, aproveite o máximo qualquer oportunidade de sair com os amigos, amigos mesmo, aquele grupo pequeno que se junta numa mesa de bar e fica com a boca arrombada de tanto rir da miséria humana, do trabalho de corno ou da falta de trabalho, porque é isso o que importa, estar com quem a gente gosta, se sente bem e que nos faz bem. Para encerrar esse palavreado de três folhas de papel A4 de pura redação do Enem, aconselho que você se organize o quanto antes, faça listas, muitas listas, pelo menos duas, com as pessoas a serem presenteadas e os respectivos presentes, não faça a cagada de deixar pra escolher os presentes quando estiver naquele furdúncio de Shopping center no dia 23 à noite. As lojas virtuais são uma maravilha para resolver tudo sem sair de casa, o único detalhe que pode atrapalhar é o fator Correio, fique atento se a entrega é feita por transportadora, porque Sedex já não é garantia de prazo, além de correr um risco imenso de roubo. Programe-se, programe-se, para não se ferrar depois. A segunda lista é a de supermercado, tudo o que puder ser arranjado de véspera é melhor, lembre-se que dezembro é um calor lazarento e ficar suando na fila do caixa é broxante e cansativo. Dois lugares de Satã para você evitar ao máximo dias antes do Natal: a 25 de março e o Wal Mart de Osasco. Eu já fui nos dois, em anos diferentes, no dia 23 de dezembro e posso dizer que é a mesma sensação que o Frodo e o Sam sentiram ao ver a tropa de orcs passando pelos portões de Mordor. Se você não faz idéia de quem são Frodo e Sam, por favor faça um favor a si mesmo assista O Senhor dos Anéis, não tem desculpa, tem no Netflix, caralho. Por hoje é só, espero que tenha aproveitado alguma dica e aguarde os próximos programas, farei um especial de verão, a pior estação do ano. Meus roteiros são demorados mas são cheirosinhos. Um super abraço e não mexa no presépio!

9 de novembro de 2017

MeuCast #01: Apresentação

Olá, amiguinhos, estou de volta a este lugar empoeirado e querido, mas tão abandonado, tadinho. Agora estou decidida a entrar no mundo descoladex dos podcasts, depois de mais de um ano empacada feito uma mula albina, gravei minha voz maviosa, e está aí o resultado. O roteiro na íntegra segue abaixo:



Olá, Bem vindo ao Meu Cast, o programa para crafters feito por quem também ama o trabalho artesanal, como hobby ou ofício. Eu sou Monise, sou artesã e adoro ouvir rádio, música, ou outros podcasts enquanto trabalho. Este programa é dedicado a você, que faz trabalho manual, que estuda pra cacete, assina os canais de outros artesãos no youtube, que já aprendeu técnicas inéditas sendo autodidata, porque o artesão é antes de tudo um ser criativo, cujas sinapses são muito bem exercitadas nesse cérebro incansável e que não tem preguiça de ir atrás de cursos, livros, revistas, de anotar e rabiscar idéias. Minha ferramenta principal atualmente é a máquina de costura mas  também gosto muito de pintura em madeira e estou iniciando no crochê. E você,qual é o craft que te faz passar horas a fio? Já percebeu quantas atividades manuais existem e estão cada vez mais em alta hoje? O artesanato tem ganhado uma importância cada vez maior em nossas vidas, muitas pessoas estão transformando seus hobbies em sustento, por vontade própria ou força das circunstâncias, e como uma consequência da crise em que estamos, cada vez mais surgem pequenos negócios caseiros, o bom e velho “vou fazer para vender”. Mas não é só o fato de precisar de uma fonte de renda que resulta num produto feito à mão, aquilo também carrega uma parte da energia e das intenções de quem fez, e dependendo de como é feito, de como a pessoa domina a técnica, de como embalou, todo esse caminho fica tão óbvio que você toca o objeto, manuseia e sente que tem muito amor envolvido naquela produção. Mesmo que seja apenas um conserto de roupa, pregar um botão da camisa que caiu, fazer um bolo, te faz se sentir útil e vivo dentro de uma comunidade: você precisa de um objeto e eu te faço esse objeto,você recebe o que desejou e eu recebo um valor pelo meu trabalho. Eu levei muitos anos para enxergar isso tudo dessa maneira, de não gaguejar na hora que alguém perguntasse “no que você trabalha?”, e era sempre “ah, eu fui designer gráfica por muitos anos, depois virei cabeleireira e maquiadora, mas tenho uma loja virtual com umas paradas que eu faço…”, tudo para disfarçar uma certa vergonha, eu mesma tinha preconceito de me assumir, até o momento que saí do armário e falei “Eu sou artesã, porra” E se pensam “hmmm, ela fez faculdade de humanas, faz miçanga… hmmm” eu nem ligo, porque fiz os dois, curso de humanas, fiz bijuterias por muitos anos e também encarei feira livre de praça municipal. Gente, eu já tive as experiências de trabalho mais bizarras possíveis, e não é maravilhoso? Se eu tivesse tido uma carreira certa na vida, uma linha reta, como estudado advocacia, medicina, engenharia, eu não estaria aqui agora, entretendo a sua pessoa, te dando essa alegria de compartilhar as minhas presepadas, para que você fique mais inspirado, puxa, existe alguém tão ou mais fudido do que eu.
Agora vem o desafio deste podcast. É como um programa de rádio com a diferença de que é você que escolhe quando ouvir e como ouvir, podendo baixar o arquivo de áudio e ouvir pelo computador, pelo celular, interrompendo a hora que quiser. O meu objetivo principal é compartilhar experiências, trazer alguma informação que faça esses minutos de atenção valer a pena. Quero falar de materiais, de técnicas, sugestões de leitura, de música, filmes, de tudo que possa servir de inspiração, inclusive outras mídias que você talvez não tenha conhecimento mas que seus filhos, irmão ou sobrinhos com certeza conhecem, como videogames e história em quadrinhos. Sim, o craft pode ajudar a unir as pessoas em interesses em comum! Só pra dar uma idéia, esses dias joguei um que é inteiro feito com argila, foi todo esculpido, do cenário aos personagens, chama-se Dream Machine. Espero que tenha gostado, Um super abraço e não mexa na minha tesoura.

27 de maio de 2015

Secret Garden, a febre do lápis de cor

Em meados de março deste ano minha mãe e eu começamos a saga de colorir os famosos livros de ilustrações fofas da série Jardim Secreto. Olha, pra quem gosta de material de desenho, trabalho detalhado, manual, é rata de papelaria (tipo Casa da Arte, Universitária) isso é pura alegria. O que mais curti foi o momento que se compartilha, sentar junto na mesa, espalhar as caixas de lápis de cor, canetinhas, giz de cera. Não só aqui em casa mas muitos amigos começaram a pintar também.
Um amigo um dia perguntou se eu não poderia fazer um estojo de tecido, sugerido pela noiva dele, para que coubesse bastante lápis. Eu também gostaria de colocar o material todo num lugar só, que fosse bonito, prático e, principalmente, que protegesse os conjuntos de lápis.
Fiz um modelo jumbo, de 60cm, que deu certo. Começaram a aparecer interessados, os pedidos estão vindo, opa! Que maravilha!
Ainda estou na lista de encomendas mas quero colocar esse produto na loja, porque é legal, funciona mesmo (leia os depoimentos no Instagram @lojameu)




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